TJMG absolve homem por estupro de vulnerável e acende alerta nacional sobre proteção da infância

Decisão que reconheceu “formação familiar” entre homem de 35 anos e menina de 12 anos contraria Código Penal, ECA e jurisprudência do STJ e do STF. SINIBREF emite nota de repúdio e participa de mobilização nacional

Uma decisão da 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) gerou indignação nacional ao absolver, por maioria de votos, um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos. O fundamento utilizado: a existência de “relacionamento marital consensual” e “formação familiar”.

O julgamento sob relatoria do desembargador Magid Nauef Láuar, contraria o Código Penal brasileiro, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso e a decisão polêmica

O réu, condenado em primeira instância por manter relação sexual com a menina, com quem conviveu maritalmente e teve uma filha, teve sua absolvição decidida após a defesa recorrer alegando que, embora a conduta se encaixasse formalmente em estupro de vulnerável, não haveria “tipicidade material” diante das circunstâncias do caso.

Os magistrados aplicaram a técnica jurídica chamada “distinguishing” para afastar, excepcionalmente, a aplicação automática da jurisprudência do STJ, que condena esse tipo de união e a classifica como violência. A tese adotada pela corte mineira foi: “a presunção absoluta de violência pode ser afastada, em caráter excepcional, quando comprovado que a relação foi consensual, estável, com apoio familiar e resultou na formação de núcleo familiar”.

No voto, o relator destacou a “consolidação, superveniente aos fatos delitivos, de um vínculo afetivo e familiar” e a “manifestação de vontade da vítima, já em plena capacidade civil” como elementos centrais para a distinção. Com esse fundamento, o colegiado concluiu pela “inexistência de lesão material relevante à dignidade sexual da vítima”.

O que é o “distinguishing” e por que ele foi usado

A técnica do “distinguishing” permite que se afaste o entendimento vinculante de Cortes Superiores em razão de peculiaridades do caso concreto, buscando uma solução que considere as particularidades da situação. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a aplicação desse mecanismo tem sido adotada em outros julgados semelhantes, a desembargadora Kárin Emmerich, que teve voto vencido no caso, mencionou a existência de cerca de 20 decisões que utilizaram o mesmo entendimento.

O depoimento da vítima e o papel da família

A GloboNews teve acesso a um documento com a declaração da menina de 12 anos. O depoimento revela a participação da família no caso: “Ele sempre me tratou bem. Ele me trazia para Uberlândia, me levava ao shopping. Ele fazia compras. A gente ia ao supermercado e comprava cesta básica para a minha mãe”, relatou a garota.

A decisão também alcançou a mãe da adolescente, denunciada por omissão na condição de garantidora. Como o colegiado não considerou crime o ato principal, então também não puniu a mãe da criança por não ter impedido algo que juridicamente não foi reconhecido como crime.

A realidade dos números: 34 mil crianças em união conjugal no Brasil

Segundo dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE, mais de 34 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos viviam em união conjugal no Brasil em 2022. Cerca de 77% são meninas.

O Brasil aparece há anos entre os países com maior número absoluto de uniões precoces do mundo, fenômeno muito ligado à pobreza, gravidez adolescente, evasão escolar e desigualdade regional.

A decisão contraria o marco legal de proteção

Ao relativizar a violência sexual contra a criança, a decisão contraria o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ):

Artigo 217-A do Código Penal – Estupro de vulnerável

– Não existe “relacionamento consensual” com criança ou adolescente menor de 14 anos.

– O consentimento é juridicamente irrelevante.

– A vulnerabilidade e a violência são absolutamente presumidos pela lei.

Artigos 5º, 17º e 18º do ECA

– Impõem ao Estado o dever de garantir a dignidade, o respeito e a proteção integral de crianças e adolescentes contra qualquer forma de violência.

Jurisprudência consolidada do STJ

– O Superior Tribunal de Justiça já consolidou o entendimento de que experiência sexual prévia, suposto namoro e consentimento da vítima não excluem a configuração do crime de estupro de vulnerável (Súmula 593).

 – O Supremo Tribunal Federal também possui diversos precedentes afastando tais argumentos de defesa e mantendo a presunção de violência e a criminalização da conduta.

SINIBREF emite nota de repúdio e mobiliza rede de proteção

O Sindicato das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas da Paraíba (SINIBREF PB) emitiu nota pública de repúdio à decisão, enviada ao Conselho Estadual e ao Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA). Ambos os conselhos também emitiram suas notas de repúdio.

O SINIBREF e a FENIBREF (Federação Nacional das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas), junto com diversos segmentos de Organizações da Sociedade Civil e Conselhos de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, tanto nacional quanto estadual, estão unidos na luta pela proteção integral da criança e adolescente.

O papel das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas na proteção integral

As Instituições representadas pelo SINIBREF estão na linha de frente do acolhimento, proteção e promoção de direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. São essas organizações que, diariamente, lidam com os impactos da violência sexual, do abandono, da exploração e de todas as formas de violação de direitos.

Casas de acolhimento, abrigos, centros de convivência, hospitais filantrópicos e instituições de assistência social atuam onde o Estado muitas vezes não alcança. São essas entidades que recebem as crianças vítimas de violência, que oferecem suporte psicológico, que reconstroem histórias e dignidade.

Por isso, decisões como a do TJMG não são apenas jurídicas, elas afetam diretamente o trabalho dessas instituições, que lutam para garantir que crianças sejam tratadas como crianças, e não como adultos capazes de “consentir” relações com adultos.

“As instituições mineiras representadas pelo SINIBREF MG vivenciam diariamente os impactos sociais, emocionais e de desenvolvimento enfrentados por crianças e adolescentes em contextos de risco, atuando com responsabilidade no acolhimento, na promoção de direitos, na conscientização social e no fortalecimento do 

Sistema de Garantia de Direitos”, destaca a Nota Pública do SINIBREF.

Assista o posicionamento da Diretora do SINIBREF e Presidente do Instituto Carrossel, organização que há 17 anos trabalha para prevenir e combater o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

Educação e conscientização: ações do SINIBREF vão além da representação

O SINIBREF não se limita à representação sindical. A entidade extrapola suas atribuições obrigatórias e atua ativamente na educação e conscientização sobre os direitos da criança e do adolescente. Entre as ações realizadas estão palestras, distribuição de exemplares do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e participação em fóruns de discussão sobre o tema.

Mobilização nacional: atos pelo Brasil

O caso gerou mobilização em todo o país. No último domingo, 22 de fevereiro, ocorreu uma reunião organizativa virtual que articulou o primeiro ato público em frente à sede do TJMG. Mulheres deixaram brinquedos e vestidos de criança no muro da instituição, com cartazes que diziam: “Criança não é mãe”, “Criança não é esposa”, “Criança não consente”.

Próximo ato em defesa das crianças pelo fim da violência sexual e pedofilia em Minas Gerais:

O Movimento de Mulheres Unificadas atuantes na RMBH está à frente do ato. O SINIBREF estará presente e convoca a todos, instituições, sindicatos, parceiros e toda a sociedade a somarem a essa mobilização

📅 Dia 25/02 (quarta-feira)

🕒 15h30 – Ato em frente ao TJMG (Av. Afonso Pena, 4001, Belo Horizonte, Minas Gerais)

🕒 17h30 – Ato na Praça Sete (cruzamento Av. Amazonas com Av. Afonso Pena, Belo Horizonte, Minas Gerais)

SINIBREF convoca: sua presença faz diferença

O SINIBREF se une à manifestação em Belo Horizonte, reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e da dignidade das crianças. Diante de decisões que afrontam a lei e a proteção integral, é nas ruas que a indignação ganha voz.

Criança não é esposa. Criança não consente.

O SINIBREF reafirma que a proteção integral constitui princípio constitucional irrenunciável, responsabilidade coletiva e permanente do Estado, da Sociedade e da Família. Proteger a infância e a adolescência não é apenas dever legal, mas compromisso ético e civilizatório.

A luta continua. E ela é de todos nós.

Leia a Nota Pública completa do SINIBREF aqui.

NOTA PÚBLICA Pela Proteção Integral às Crianças e Adolescentes

O SINIBREF INTER – Sindicato Interestadual das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas reafirma seu posicionamento firme e inegociável em defesa da proteção integral de crianças e adolescentes, princípio constitucional que orienta a atuação das instituições representadas e de toda a rede de proteção social.

O SINIBREF INTER manifesta repúdio à decisão da 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, por maioria de votos, absolveu homem de 35 anos acusado da prática do crime de estupro de vulnerável contra menina de 12 anos, sob o fundamento da existência de “relacionamento marital consensual”.

A legislação penal brasileira é expressa: a prática de conjunção carnal ou de qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos configura crime, nos termos do art. 217-A do Código Penal, sendo estabelecida presunção absoluta de vulnerabilidade em razão da idade. Trata-se de norma de proteção da dignidade sexual de crianças e adolescentes, fundada no reconhecimento de que, nessa faixa etária, inexiste consentimento juridicamente válido.

A relativização dessa presunção legal contraria o sistema de proteção integral previsto no art. 227 da Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), especialmente nos arts. 3º, 5º, 17 e 18, que asseguram prioridade absoluta e proteção contra qualquer forma de violência, exploração ou opressão.

As instituições representadas pelo SINIBREF INTER vivenciam diariamente os impactos sociais, emocionais e de desenvolvimento enfrentados por crianças e adolescentes em contextos de risco, atuando com responsabilidade no acolhimento, na promoção de direitos, na conscientização social e no fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos.

O SINIBREF INTER reafirma que a proteção integral constitui princípio constitucional irrenunciável, responsabilidade coletiva e permanente do Estado, da Sociedade e da Família e permanece ao lado das instituições que trabalham diariamente pelo cuidado, pela proteção e pela promoção da vida, reiterando que proteger a infância e a adolescência não é apenas dever legal, mas compromisso ético e civilizatório.

Brasília, 22 de fevereiro de 2026.

SINIBREF INTER
Sindicato Interestadual das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas

7 serviços que têm no mercado, mas que estão à disposição das Instituições no sindicato

Sua Instituição tem acesso a serviços que, no mercado, podem representar custos elevados ao longo do ano. Você está utilizando?

Muitas Instituições ainda não sabem o que têm à disposição por meio do SINIBREF, ou sabem, mas não acessam. E no final do mês, acabam pagando caro por serviços que já estavam ao alcance.

Você sabia que o SINIBREF oferece pelo menos 7 serviços de alto valor para Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas, que se contratados no mercado, custam dezenas de milhares de reais por ano? Mas aqui, eles estão disponíveis, você só precisa entrar em contato para acessá-los.

1. ORIENTAÇÃO JURÍDICA E TRABALHISTA ESPECIALIZADA

Instituições podem tirar dúvidas sobre CCT, rescisões, férias, obrigações legais e direitos trabalhistas com nosso departamento jurídico. A equipe de advogados do SINIBREF oferece apoio jurídico estratégico para decisões seguras e, adivinha? Está disponível, é só procurar.

No mercado, uma consultoria como essa costuma ser cobrada por hora ou por contrato, variando conforme complexidade e região. Sem falar na contratação contínua, no qual valores devem ser desembolsados mensalmente. Mas isso, lá fora, no SINIBREF, está à disposição de todas as Instituições.

2. REPRESENTAÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES

Voz ativa em Brasília e nos estados no âmbito da representação sindical patronal, bem como intermediação institucional em conflitos coletivos. Sim, este serviço também está ao seu alcance, use a seu favor.

No mercado: R$ 5.000 a R$ 15.000 por negociação coletiva. No SINIBREF, sem custo adicional às Instituições representadas..

3. SUPORTE PERSONALIZADO EM GESTÃO, FINANÇAS E RELACIONAMENTO

Atendimento direto para as necessidades das Instituições. Consultorias especializadas com diagnósticos e soluções em gestão, finanças e processos internos. Divulgação de guias, boletins, notícias, editais e materiais técnicos atualizados. Disponível sempre que precisar.

4. CAPACITAÇÕES, LIVES E TREINAMENTOS GRATUITOS

Legislação, gestão, captação de recursos, práticas administrativas, lives, implantação da NR-1, cursos com certificado para qualificar sua equipe, distribuição de materiais e muito mais. Para os treinamentos e lives, basta se atentar às nossas comunicações por e-mails e redes sociais, se inscrever e participar gratuitamente.

Em quantas lives você ou alguém da sua equipe esteve conosco em 2025? Prepare-se: em 2026, vem muito mais!

5. VISIBILIDADE E NETWORKING ESTRATÉGICO

Participe ativamente e receba prêmios, certificados e conheça cases de sucesso. Tudo para aumentar a conexão com outras Instituições, trocar experiências e construir parcerias. 

6. FERRAMENTAS DIGITAIS E MODELOS PRONTOS

Plataformas com informações centralizadas, alertas automáticos, modelos de documentos trabalhistas e administrativos prontos para agilizar processos internos. Requerimentos, comprovantes, atas e muito mais, tudo acessível facilmente no site do sindicato.

No mercado, um profissional cobraria em torno de R$ 200 a R$ 1.500 por documento. No SINIBREF, custa zero reais para as Instituições.

7. CONVÊNIOS E DESCONTOS EXCLUSIVOS

Condições especiais em cursos, seguros e consultorias através de nossa parceria com o Instituto de Empreendedores e Gestores Sociais (IEGS). 

TUDO ISSO ESTÁ DISPONÍVEL ÀS INSTITUIÇÕES REPRESENTADAS PELO SINIBREF. MAS VOCÊ PRECISA ACESSAR.

Muitas Instituições deixam esses serviços de lado, e acabam contratando fora o que já tinham direito. Aqui, está ao seu alcance. Basta procurar.

Dúvidas sobre como acessar algum desses serviços?

Entre em contato conosco. Estamos aqui para apoiar sua Instituição.

Central de Relacionamento 

(34) 3277-0400 fixo e WhatsApp

financeiro@sinibref.org

*Os dados fornecidos para contato serão utilizados exclusivamente para atendimento institucional, nos termos da legislação de proteção de dados.

Ser adimplente com o SINIBREF é mais do que cumprir regras: é fortalecer sua Instituição, proteger sua missão e ampliar sua capacidade de transformar vidas. É ter mais segurança, confiança e excelência em cada passo da sua trajetória.

Conte com o SINIBREF, o seu sindicato.

Enquadramento sindical: prevenção de riscos e respaldo jurídico às Instituições Beneficentes

O SINIBREF, Sindicato das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas mantém, historicamente, um compromisso permanente com a segurança jurídica, a previsibilidade trabalhista e a preservação do patrimônio das Instituições que representa. Nesse contexto, entendemos ser oportuno reforçar alguns pontos essenciais relacionados ao enquadramento sindical correto e à regularização da contribuição patronal, temas que impactam diretamente a gestão e a sustentabilidade institucional.

O enquadramento sindical adequado não se trata de mera formalidade administrativa. É, na prática, uma medida estruturante de governança trabalhista, capaz de evitar a aplicação indevida de cláusulas de Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) incompatíveis com a atividade da Instituição, bem como de reduzir a exposição a autuações administrativas e a condenações judiciais que resultam em cobranças retroativas e reflexos trabalhistas e previdenciários relevantes.

Sob a ótica legal, os instrumentos coletivos possuem força normativa reconhecida pela legislação, desde que observados os requisitos formais que asseguram sua validade e eficácia. 

Na experiência prática, o enquadramento sindical incorreto pode gerar pelo menos três efeitos recorrentes:

  1. a aplicação de cláusulas convencionais incompatíveis com a realidade institucional, com elevação indevida de custos;
  2. o aumento da exposição a fiscalizações e autuações administrativas, com aplicação de multas e encargos;
  3. e a formação de passivos trabalhistas decorrentes de condenações judiciais que impõem o pagamento de diferenças, reflexos legais e, em determinadas hipóteses, repetição de indébito.

Esses passivos, não raramente, superam significativamente o investimento em instrumentos de negociação sólidos, regulares e consistentes que buscam prevenir e consolidar condições favoráveis à manutenção dos serviços e à sustentabilidade financeira . Além da questão financeira, é também relevante o dano à imagem institucional da organização.

É justamente para evitar esse cenário que o SINIBREF atua de forma antecipada e técnica. O sindicato patronal negocia Convenções compatíveis com a realidade das Instituições representadas, presta orientação jurídica contínua a gestores e equipes administrativas quanto ao correto enquadramento sindical, estruturação de cargos e cumprimento das obrigações trabalhistas, e oferece orientação jurídica em fiscalizações, notificações e litígios. 

Orientações práticas

Como orientações práticas, recomendamos a verificação e atualização do enquadramento sindical da Instituição junto ao SINIBREF; a manutenção do cadastro e da documentação institucional atualizados; a regularização, quando aplicável, do custeio previsto em instrumento coletivo; e, diante de qualquer cobrança ou notificação, a consulta prévia à assessoria do sindicato antes da adoção de providências ou pagamentos. Para análises específicas de enquadramento e simulações de impacto financeiro, o departamento jurídico do SINIBREF permanece à disposição para consulta técnica.

Colocamo-nos à disposição para atendimento e esclarecimentos adicionais. Os canais oficiais de contato encontram-se disponíveis em nosso site.

Atenciosamente,

Marcelo Pires, advogado responsável Departamento Jurídico do SINIBREF

A NR-1 ESTÁ TIRANDO O SEU SONO?

 

Se a nova NR-1 tem gerado dúvidas e insegurança para você, gestor de uma Instituição Beneficente, Religiosa ou Filantrópica, temos uma boa notícia: a solução já está na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do SINIBREF, homologada no Ministério do Trabalho. Agora, a Instituição, na execução dos benefícios PAF e BEI, estará cumprindo a NR-1, por meio do acesso a esses benefícios na CCT de forma estruturada, documentada, com ferramentas que atendem exatamente às exigências da NR-1, sem necessidade de contratar empresas externas ou assumir custos adicionais.

 

Por meio do PAF e do BEI é possível à Instituição acessar a gestão digital dos riscos psicossociais, mapear, monitorar e mitigar os fatores na plataforma do sistema eletrônico. Esses benefícios, além de assegurar direitos mitigados nas negociações coletivas anteriores, atendem as obrigações pertinentes ao cumprimento da NR-1. A plataforma digital  oferece uma administração completa da saúde ocupacional, incluindo a gestão de dados admissionais, demissionais, mudanças de cargos e exames periódicos, auxiliando a Instituição no controle do Programa de Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais e na inserção no eSocial.

 

Enfim, a CCT traz mais tranquilidade e economia, dispensa a contratação de empresas especializadas, garante o cumprimento integral da NR-1, permite uma adequação imediata e segura, amplia a proteção aos trabalhadores e evita  sanções previstas impostas pela norma à Instituição.

A nova NR-1 entra em vigor a partir de 26 de maio, mas as organizações que já cumprem a CCT podem iniciar a adequação imediatamente, com segurança e respaldo sindical.

 

Cuidado com a saúde mental agora é obrigatório!

 

A inclusão da saúde mental como componente obrigatório da gestão de riscos ocupacionais representa uma mudança estrutural na forma como as organizações devem cuidar de seus colaboradores. A partir de maio de 2026, a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego passará a verificar essas exigências, e o não cumprimento pode gerar multas e punições administrativas.

 

É importante destacar que a adequação à NR-1 é uma obrigação legal de todas as organizações, independentemente de seu porte ou segmento. As Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas precisam implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos e avaliar os riscos psicossociais de forma integral, conforme determina a legislação.

 

A solução que o SINIBREF traz: os benefícios da CCT oferecem apoio adicional para as Instituições

 

Lembrando que não são todas as CCTs que abrangem os benefícios abaixo (PAF e BEI), verifique se a Instituição possui na CCT ambos ou apenas um deles! Nossa Central de Relacionamento pode ajudar com isso.

 

Além de garantir conformidade trabalhista, a CCT estabelece a obrigatoriedade de contratação de seguros e assistências para os empregados ativos, oferecendo camadas adicionais de proteção tanto para os colaboradores quanto para a gestão institucional.

 

Entre essas proteções garantidas na Convenção Coletiva de Trabalho, destacam-se:

 

  1. Programa de Assistência ao Trabalhador e à Família (PAF), que inclui como complemento o PASMI (Programa de Assistência em Saúde Mental Integrada)
  2. Bem-Estar Integral (BEI), o Seguro Bem-Estar Ouro (SegBem Ouro). Esses benefícios e seus complementos oferecem uma série de ferramentas que auxiliam no cuidado com a saúde mental e física dos colaboradores, um dos focos centrais da norma atualizada, e que atendem diretamente às suas exigências.

 

As vantagens disponíveis no PASMI incluem:

 

O PASMI é um programa estruturado, contínuo e documentado de assistência em saúde mental que atende às obrigações da NR-1 sobre riscos psicossociais.

 

Núcleo Emocional e Psicossocial (NEP):

✅ Psicologia clínica com agendamento  

✅ Psiquiatria (avaliação, acompanhamento e prescrição)  

✅ Telemedicina  

✅ Linha de apoio emocional 24 horas

✅ Protocolos de acolhimento  

✅ Prontuário psicológico digital  

✅ Acompanhamento de casos críticos  

✅ Evidências documentadas para auditorias e fiscalizações  

 

Núcleo Compliance NR-1 Digital:

Este núcleo conecta todos os benefícios do PASMI às exigências técnicas e legais da NR-1.

 

✅ Avaliação Psicossocial Online automatizada e segura   

✅ Coleta anônima de dados via qualquer dispositivo conectado à internet  

✅ Triagem automatizada com pontuação de risco (baixo / médio / alto)  

✅ Relatórios individuais sigilosos + relatórios corporativos anônimos  

✅ Painel administrativo para RH e CIPA em tempo real  

✅ Inventário de riscos digital, atualizado e auditável

✅ Planos de ação baseados em resultados reais

✅ E mais!

 

Com o Núcleo Compliance NR-1 Digital, a Instituição cumpre automaticamente a NR-1, pois identifica problemas antes que se tornem crises.

 

Já o Seguro Bem-Estar Ouro (SegBem Ouro):

 

É um benefício corporativo que vai além do cumprimento legal da NR-1, promovendo saúde integral, bem-estar e gestão estratégica de riscos psicossociais.

 

Gestão de Riscos Psicossociais (NR-1):

✅ Plataforma exclusiva para mapear, monitorar e mitigar riscos psicossociais  

✅ Diagnósticos precisos, indicadores de evolução e relatórios gerenciais  

✅ Apoio direto na atualização do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos)  

✅ Conformidade legal, auditorias e melhoria contínua do clima organizacional  

 

Bem-Estar Físico, Mental e Emocional

✅ Acesso a mais de 30 mil academias no Brasil  

✅ Estúdios e mais de 60 aplicativos de bem-estar (treinos, meditação, nutrição, hábitos saudáveis)  

✅ Kit Acolhimento: apoio com Assistente Social e itens de conforto em casos de luto  

✅ E muito mais!

 

Lembre-se: os benefícios equipam a Instituição quando utilizados e disponibilizados, ou seja, quando a organização cumpre a CCT.

 

O SINIBREF já alertou sobre o tema ainda em 2025. Relembre o que muda com a nova NR-1

 

Em abril de 2025, o SINIBREF publicou no site material explicativo sobre a NR-1, orientando as Instituições sobre as mudanças, prazos e impactos práticos da norma. O conteúdo trouxe informações para que gestores pudessem se preparar com antecedência.

 

Relembre o conteúdo publicado e saiba as exigências da norma aqui: Entenda a importância da norma que fundamenta a segurança e a saúde no trabalho e saiba como se adequar às novas exigências

 

Desde então, o SINIBREF acompanhou o debate, esclareceu dúvidas e ofereceu suporte técnico e jurídico às Instituições representadas. Com a prorrogação do prazo para maio de 2026, reforçamos: há tempo para se organizar, mas é preciso agir agora.

 

Baixe o Guia Prático da NR-1 gratuitamente aqui

 

O SINIBREF segue comprometido em orientar, apoiar e simplificar o cumprimento das normas, para que a Instituição possa focar no que realmente importa: sua missão social.

 

Respire aliviado. A solução para a NR-1 já está ao seu alcance. Em caso de dúvidas, nossa equipe está à disposição para orientar.

Senado aprova criação do Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência

O autor do projeto, Paulo Paim, com o relator, Plínio Valério, na reunião. Foto: Agência Senado

 

Projeto que permite dedução de doações no Imposto de Renda foi aprovado por unanimidade na CAE e segue para a Câmara dos Deputados

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei 552/2019, que institui o Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência e autoriza a dedução fiscal de doações realizadas aos fundos controlados pelos Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência. A votação foi unânime, com 20 votos favoráveis.

O projeto, de autoria do Senador Paulo Paim (PT-RS), tramitava desde 2019 e representa uma importante conquista para as políticas públicas de inclusão no país. Com a aprovação na CAE, a matéria agora segue para tramitação na Câmara dos Deputados.

Atuação do SINIBREF foi decisiva

A aprovação do PL 552/2019 ocorreu há poucos dias após a reunião estratégica em Brasília, quando o diretor do SINIBREF, Beto Hudson, e o assessor parlamentar Pedro Rivas se reuniram com o Senador Paulo Paim para tratar da criação do Fundo Nacional e da renúncia fiscal no Imposto de Renda. Na ocasião, o projeto ainda aguardava deliberação na Comissão de Assuntos Econômicos.

Durante o mesmo período, a comitiva do SINIBREF também foi recebida pelo Senador Renan Calheiros, presidente da CAE, que se comprometeu a pautar o PL 552/2019 para votação na Comissão. O Senador cumpriu o compromisso assumido, levando a matéria à deliberação logo após o parecer favorável do relator, Senador Plínio Valério (PSDB-AM).

Como funciona o projeto

O PL 552/2019 permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda devido, com dedução fiscal, para fundos controlados pelos Conselhos de Direitos da Pessoa com Deficiência. O mecanismo é semelhante ao já existente para fundos da criança e do adolescente e fundos do idoso.

Com vigência prevista até dezembro de 2029, o projeto fortalece o financiamento de políticas públicas voltadas às 18 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Os recursos captados pelos fundos poderão ser aplicados em projetos de inclusão, acessibilidade, educação, saúde e demais ações que promovam os direitos dessa população.

Tramitação e próximos passos

O PL 552/2019 foi apresentado em fevereiro de 2019 e passou pelas comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Na CDH, a matéria foi aprovada com parecer favorável da Senadora Mara Gabrilli, que apresentou emendas acolhidas pelo texto.

Durante a tramitação na CAE, o relator Senador Plínio Valério incorporou ajustes ao projeto, incluindo a emenda do Senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que atualizou o prazo de vigência das deduções fiscais para 2029, garantindo maior tempo de aplicação do benefício.

O Senador Paulo Paim destacou a importância da aprovação e agradeceu aos parlamentares que contribuíram para o avanço da matéria. “São 18 milhões de pessoas com deficiência no nosso país. Esse projeto representa esperança e compromisso com a inclusão. Agora, o debate continua na Câmara dos Deputados, onde seguiremos construindo os entendimentos necessários”, afirmou o autor.

Relevância para as Instituições

Para as Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas representadas pelo SINIBREF, a criação do Fundo Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência abre novas possibilidades de captação de recursos para projetos e serviços destinados a esse público.

Muitas Instituições já atuam na promoção dos direitos das pessoas com deficiência, oferecendo serviços de educação especial, reabilitação, inserção profissional e apoio às famílias. Com a possibilidade de captação via renúncia fiscal do Imposto de Renda, essas organizações terão uma fonte adicional e sustentável de financiamento para ampliar e qualificar suas ações.

A matéria agora seguirá para análise na Câmara dos Deputados, onde o SINIBREF continuará acompanhando sua tramitação e dialogando com parlamentares para garantir sua aprovação final.

Captação de recursos internacionais: oportunidade estratégica  para Instituições Beneficentes

Foto: Freepik

Manter uma Instituição Beneficente, Religiosa e Filantrópica no Brasil sempre foi um desafio financeiramente falando. Demanda não falta, mas apoio para assegurar atendimento contínuo, custear equipes e ampliar projetos costumam ser escassos, pois essas organizações dependem de uma ação essencial, a captação de recursos.

A captação de recursos é um conjunto de estratégias e ações usadas para que uma Instituição obtenha recursos financeiros, materiais ou até em serviços, seja de pessoas físicas, empresas, governos, fundos públicos ou organismos internacionais para custear e manter suas atividades em pleno funcionamento.

Quanto maior o recurso, maior o impacto social de uma Instituição.

Na grande maioria das entidades, a captação nacional vem de doações de pessoas físicas; parcerias empresariais, emendas parlamentares; projetos aprovados em fundos públicos; doações incentivadas via Fundo da Criança, Adolescente e Pessoa Idosa; Termos de colaboração e convênios com prefeituras e governos estaduais, além de campanhas internas de mobilização e eventos beneficentes.

A dificuldade e a criatividade das organizações faz com que apostem ainda em rifas, vaquinhas online e brechós solidários, feitos com roupas doadas. Todos esses modelos são válidos, mas enfrentam limitações por falta de previsibilidade. É nesse contexto que o SINIBREF quer apresentar mais uma alternativa complementar, a captação de recursos internacionais, ainda pouco explorada, mas promissora.

Por que buscar captação internacional?

Atualmente, milhares de organizações no mundo recebem apoio de Fundações internacionais, plataformas globais de doações, redes filantrópicas estrangeiras, entre outras.

Segundo o Instituto GRPCOM, nos últimos 4 anos, fundações americanas doaram mais de 2 bilhões de dólares para a América Latina. 

Fundações internacionais buscam projetos sérios, transparentes e bem estruturados, características comuns às Instituições beneficentes brasileiras.

Além disso, o Brasil sempre foi destaque em causas como assistência social, combate à fome, acolhimento, educação popular, cultura comunitária e atendimento especializado. Isso torna o país naturalmente atrativo para filantropia internacional.

Portanto, captar recursos fora do Brasil não é apenas uma tendência:

é uma oportunidade real para quem deseja fortalecer a gestão, ampliar serviços, aumentar a previsibilidade de recursos e a sustentabilidade em longo prazo.

A seguir, listamos um guia para entender como funciona essa captação, onde buscar recursos, como se preparar e quais cuidados ter.

Quem pode captar recursos internacionais?

A captação internacional pode ser feita por qualquer Instituição Beneficente, Religiosa ou Filantrópica, incluindo ILPIs, creches, escolas especializadas, hospitais filantrópicos, instituições de assistência social, entre outras, desde que esteja minimamente organizada.

Estima-se que pelo menos 5.000 organizações brasileiras receberam financiamentos internacionais nos últimos anos. Um sinal claro de que o financiamento global não é inalcançável nem restrito a organizações com grande estrutura.

Os financiadores internacionais valorizam pelo menos três frentes: documentação, organização e capacidade de demonstrar impacto. Nada diferente do que o SINIBREF sempre bata na tecla, é preciso ter o estatuto atualizado, diretoria registrada, relatórios simples de atividades e demonstrações financeiras organizadas.

Mostrar impacto também conta pontos. Instituições que registram suas ações com números, fotos, depoimentos e narrativas facilitam para os financiadores entenderem o valor social do trabalho desenvolvido. Não se trata de ter relatórios extensos, mas de evidenciar, ainda que de forma simples, o que a instituição faz, para quem e com quais resultados.

Uma dúvida constante é sobre o idioma, muitos perguntam “Como me inscrever para projetos em outro idioma?”. Com o uso da tecnologia e das ferramentas de Inteligência Artificial o idioma não é mais um entrave. Especialistas do Instituto GRPCOM lembram que traduzir documentos, relatórios e apresentações é totalmente possível gratuitamente. O que importa é a consistência das informações.

Onde buscar captação internacional

As fontes de financiamento são variadas, vão de Fundações e fundos internacionais à plataformas de doação internacional, abaixo separamos as principais e seus respectivos sites para consulta. Confira!

Fundações filantrópicas internacionais

🌍 Ford Foundation

Apoia iniciativas de justiça social, combate à desigualdade, direitos humanos, democracia e inclusão de grupos vulneráveis.

🌍Open Society Foundations

Financia projetos ligados a direitos civis, transparência pública, democracia, justiça social, liberdade de imprensa e proteção de minorias.

🌍W.K. Kellogg Foundation

Focada em crianças, famílias e comunidades em situação de vulnerabilidade, especialmente em educação, saúde, equidade racial e desenvolvimento local.

🌍Bill & Melinda Gates Foundation

Maior fundação filantrópica do mundo. Atua em saúde global (vacinas, doenças infecciosas, HIV/Aids, malária), educação, pobreza, agricultura e inovação social.

🌍Rockefeller Foundation

Investe em saúde pública, energia sustentável, segurança alimentar, resiliência urbana e inovação para redução da pobreza.

🌍Charles Stewart Mott Foundation

Apoia desenvolvimento comunitário, fortalecimento de organizações locais, educação, filantropia comunitária e sustentabilidade.

Agências de cooperação internacional

🌍USAID – Agência dos EUA para Desenvolvimento Internacional

Financia projetos em saúde, assistência humanitária, educação, governança democrática, meio ambiente e desenvolvimento econômico.

🌍European Commission – International Partnerships

Financia grandes projetos sociais e de desenvolvimento sustentável, inclusão social, democracia, igualdade de gênero, direitos humanos e clima.

🌍AECID – Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento

Focada em assistência social, fortalecimento institucional, educação, saúde, igualdade de gênero, direitos humanos e ajuda humanitária.

Empresas e institutos internacionais com editais globais

🌍Google.org

Financia tecnologia para impacto social, inovação, educação, inclusão digital, resposta humanitária e projetos que ampliam acesso à informação.

🌍Mastercard Foundation

Apoia inclusão econômica, juventude, educação, desenvolvimento de habilidades, empreendedorismo social e combate à pobreza.

🌍Coca-Cola Foundation

Investe em água potável, reciclagem, empoderamento feminino, meio ambiente, ações comunitárias e segurança alimentar.

🌍Global Fund for Children

Apoia organizações pequenas e locais que atendem crianças vulneráveis, vítimas de violência, exploração, pobreza ou exclusão social.

Plataformas globais de doações

🌍GlobalGiving

Plataforma global para captar recursos de doadores de vários países; aceita projetos de educação, saúde, assistência social, direitos humanos, crianças, idosos e emergências humanitárias.

🌍CAF America

Permite que doadores internacionais financiem projetos brasileiros com segurança jurídica e compliance, em diversas áreas sociais.

🌍Give.org – BBB Wise Giving Alliance

Plataforma que conecta doadores internacionais a instituições avaliadas em transparência, ética e impacto social.

🌍GoFundMe

Plataforma global de campanhas individuais ou institucionais, ideal para causas específicas, emergenciais ou projetos pontuais.

🌍JustGiving

Plataforma britânica usada por instituições para captação internacional, especialmente em causas comunitárias, saúde, educação e assistência social.

6 passos para começar a captar recursos  internacionais

A prática é real e funciona, mas é preciso se atentar às regras e cumprir os requisitos. Siga os 6 passos abaixo, insista, persista e diversifique as tentativas. 

1️⃣ Regularize a instituição

Garanta que tudo esteja em ordem: estatuto atualizado, CNPJ ativo, atas registradas, governança definida e prestação de contas organizada. Sem essa base, nenhum financiador sério avança.

2️⃣ Organize provas do seu trabalho

Tenha bem documentados: relatórios de atividades, fotos, depoimentos de beneficiários, dados de impacto, principais fontes de recursos atuais e histórico da instituição. Isso mostra consistência e seriedade.

3️⃣ Produza materiais também em inglês

Prepare uma apresentação institucional, um resumo do projeto e um breve portfólio em inglês. Essa é uma recomendação reforçada por Ana Flavia Godoi, especialista em captação de recursos internacionais, em artigo para a Gazeta do Povo.Segundo a especialista, materiais bilíngues aumentam muito as chances de conexão com financiadores estrangeiros.

4️⃣ Desenvolva um projeto claro

Descreva objetivo, público atendido, problema que será enfrentado, atividades, metas, indicadores e orçamento. Quanto mais claro for o projeto, mais fácil será encaixá-lo em editais e plataformas internacionais.

5️⃣ Busque financiadores e plataformas alinhados à sua causa

A partir da lista de fundações, agências de cooperação, empresas e plataformas globais citadas no texto, selecione aquelas que tenham afinidade com a área de atuação da instituição (idosos, educação, saúde, assistência social, direitos humanos, etc.).

6️⃣ Inscreva-se com tudo bem preparado

Leia com atenção o edital ou regulamento da plataforma, adeque o projeto às exigências, anexe os documentos necessários (estatuto, relatórios, orçamento, provas de impacto) e faça a inscrição completa, sem atalhos.

Captação internacional não é privilégio apenas para as grandes…

Para muitas Instituições Beneficentes brasileiras, a captação internacional pode significar fôlego, sobrevivência, expansão e maior impacto social. Com planejamento, compromisso, boa governança e transparência, mesmo entidades pequenas ou médias podem acessar esse universo de possibilidades.

O SINIBREF está pronto para caminhar com as Instituições e orientar no que for preciso.

Veja mais:

  

Você sabe como funciona a convocação de uma AGE? Descubra agora e veja como não perder nenhuma

Sr(a). Dirigente,

Por vezes, você pode manifestar preocupação por achar que não recebeu ou não ver o convite da Assembleia Geral Extraordinária referente a Instituição em que você atua. Pensando nisso, resolvemos explicar de forma simples e prática como funciona o processo de convocação de uma AGE e, tudo o que o SINIBREF faz para que você e todas as Instituições sejam devidamente informadas a tempo de participar da Assembleia.

COMO FUNCIONA O PROCESSO DAS AGEs

As AGEs são convocadas depois que o SINIBREF recebe a pauta de reivindicações elaborada pelos sindicatos de trabalhadores que atuam nas Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas. A partir daí:

1. Elaboramos o edital de convocação;

2. Enviamos o edital para publicação no Diário Oficial da União (DOU) ou outro jornal de grande circulação;

3. Abrimos as inscrições;

4. Iniciamos imediatamente os avisos às Instituições utilizando comunicação multicanal.

Esse fluxo vai além do que estabelece a legislação e visa dar ampla publicidade ao processo.

Aqui vai tudo o que o SINIBREF faz para que todas as Instituições fiquem cientes das Assembleias e possam se organizar para participar:

✔️ 1. E-mail oficial de convocação

*E-mail fictício apenas para exemplo

Com no mínimo 3 dias de antecedência, enviamos e-mail para todas as Instituições de nossa base, com apresentação do edital indicando a pauta, data, horário e o link para inscrição.

✔️ 2. E-mail sobre a importância de participar da AGE

*Banner fictício apenas para exemplo

Um dia útil antes da AGE agendada, enviamos um novo e-mail reforçando a importância da AGE e o link para inscrição novamente.

✔️ 3. Boletim semanal

*Imagem fictícia apenas para exemplo

Toda semana, entre segunda e terça-feira é enviado o boletim de notícias do SINIBREF. E nele, novamente são informadas as AGEs da semana com convite e link de inscrição.

✔️ 4. Redes sociais

*Imagem fictícia apenas para exemplo

Todos os convites são publicados nas redes sociais do SINIBREF, no Facebook e no Instagram.

✔️ 5. Banner no site

Na home do site do SINIBREF (www.sinibref-pb.org) sempre terá o banner da AGE com data, horário e link de inscrição. 

✔️ 6. Central de Atendimento

Assim que o edital é publicado, a Central de Atendimento e Mobilização ainda liga para as Instituições adimplentes e que compareceram nas últimas assembleias. E para quem solicita (e apenas para quem solicita), o SINIBREF ainda envia o convite da AGE por WhatsApp.

Durante a ligação, a Central informa sobre a documentação, valida o melhor e-mail para contato e auxilia no que for necessário.

Para falar com a Central, entre em contato pelo e-mail ou telefone abaixo:

📞 (34) 3277-0400

📩 sinibref@sinibref.org

Ou seja: o sindicato vai além da obrigação legal, usamos multicanais para assegurar que a informação chegue até você, gestor, em tempo hábil.

POR QUE VOCÊ PODE NÃO TER VISTO ALGUM CONVITE NOSSO?

Mesmo com vários canais, alguns fatores podem impedir a visualização, como por exemplo, o e-mail pode ter ido para spam, lixo eletrônico ou aba “promoções”, a Instituição pode ter múltiplos e-mails e o “oficial” não ser o que é monitorado diariamente ou não estar em nossa base de cadastro. Pedimos sempre que salve o e-mail do SINIBREF e se você conferiu e não tem recebido nossos emails, entre em contato imediatamente para atualizar o cadastro e inserirmos o seu contato em nossa base.

PARA NÃO PERDER NADA:

Recomendamos: Adicione o domínio do SINIBREF aos contatos seguros, isso evita que os convites caiam em spam; abra semanalmente o boletim do SINIBREF, ele traz sempre as AGEs que estão abertas e acompanhe o site e nossas redes sociais.

E lembre-se, as AGEs podem acontecer o ano todo, afinal, as negociações coletivas seguem a data-base definida para cada Estado e categoria. O fluxo maior costuma ocorrer entre os meses de outubro a dezembro, mas verifique sempre a data-base da CCT. Sendo assim, o calendário de AGE é previsível, permitindo que as Instituições já se programem.

Estamos ao seu lado. Faz parte de nosso trabalho fazer com que nenhuma Instituição fique sem informação ou sem oportunidade de participar. Seguimos à disposição para ajustar cadastros e reforçar canais de comunicação.

Conte sempre conosco.

Captação de recursos para ILPIs: dificuldades e como superá-las

O cuidado de longa permanência para pessoas idosas é um dos maiores desafios sociais do mundo. No Brasil, já são 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e essa população deve dobrar até 2050. A pressão sobre as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), especialmente as beneficentes, cresce a cada ano, enquanto o financiamento permanece muito abaixo das necessidades reais.

Esse debate ganhou destaque nacional quando o tema do ENEM 2025 foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Mas discutir envelhecimento sem discutir financiamento é ignorar uma das maiores dores das ILPIs: a captação de recursos. As pesquisas mostram que a sustentabilidade econômica ainda é o maior entrave para garantir cuidado seguro, contínuo e humanizado.

Financiamento como obstáculo: o que dizem as pesquisas

Um estudo publicado em 2024, denominado “Suficiência de financiamento das instituições de longa permanência: desafios às ofertas, gestão e políticas de cuidados”, demonstra que o financiamento das ILPIs brasileiras é historicamente insuficiente, afetando diretamente a qualidade dos serviços, a contratação de equipes de enfermagem e a manutenção das estruturas.

E mais, a pesquisa aponta que:

  • A maioria das ILPIs não possui fonte estável de recursos;
  • O cuidado direto ao idoso representa o maior custo fixo, mas não há política pública que cubra esse gasto;
  • A captação continua sendo a salvação e ao mesmo tempo o maior obstáculo das ILPIs.

Em complemento, outro estudo, o internacional “Funding options for long-term care services in Latin America (2025) faz uma comparação sobre o financiamento do cuidado de longa duração na América Latina, destacando que os países com melhores resultados combinam financiamento híbrido: público + privado + filantrópico.

Assim como a pesquisa brasileira, esta última reforça que:

  • Instituições são mais sustentáveis quando diversificam as fontes de financiamento;
  • Modelos de captação estruturada tornam a gestão mais resiliente;
  • A regulamentação clara é determinante para atrair doações e parcerias.

Os resultados das pesquisas falam diretamente com a realidade das ILPIs brasileiras, que historicamente dependem de repasses irregulares, doações e convênios burocráticos, e muitas vezes, insuficientes.

Por que ser tema do ENEM importa para as ILPIs

O fato de o ENEM ter escolhido o envelhecimento como tema não é apenas simbólico, é estratégico pois mostra que o tema entrou oficialmente na agenda nacional. O Brasil reconhece que envelhecer tem impacto econômico, social e estrutural e as políticas públicas precisarão acompanhar essa realidade, inclusive na área da assistência social.

Para as ILPIs, isso significa mais visibilidade, mais debate e maior urgência em estruturar captação de recursos com metodologia, planejamento e transparência.


2 ANOS DA LEI DA CHANCELA (Lei 14.692/2023): o maior marco do financiamento das Instituições Beneficentes

Em outubro de 2025, completou-se 2 anos da sanção da Lei 14.692/2023, conhecida como Lei da Chancela, que regulamenta a captação de recursos pelos Fundos dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa Idosa.

A aprovação foi resultado direto da atuação estratégica do SINIBREF e da FENIBREF, que mobilizaram parlamentares, entidades e lideranças para retirar emendas, impedir retrocessos e garantir a sanção sem alterações.

O resultado você já sabe!

  • Segurança jurídica para captação pelas Instituições;
  • Possibilidades de financiamento;
  • Fortalecimento da rede filantrópica;
  • Previsibilidade para projetos, equipes e acolhimento.

Clique aqui e leia a trajetória completa!


Por que captar recursos é tão difícil para as ILPIs?

Falta de divulgação, desconhecimento, dificuldade de promoção, tudo isso, gestores sabem na prática. Mas tem mais, as principais dificuldades são:

Porque não tem uma política pública específica para o segmento

Talvez a primeira e mais importante solução seria um modelo nacional de financiamento contínuo. Você pode se perguntar, “E o Fundo Nacional do Idoso”? – O funcionamento do FNI não assegura um financiamento contínuo às Instituições, pois depende de doações (PJ e PF), já um modelo nacional de financiamento poderia permitir repasses automáticos ou estruturados. Portando, na prática, as ILPIS não têm um financiamento estruturado e sofrem com a imprevisibilidade para se sustentar.

Porque os custos assistenciais são considerados altos

Sem recursos assegurados e ainda com custos altos, essa é a realidade da ILPI brasileira. Custear profissionais como enfermeiros, cuidadores, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos entre outros, pode ter um alto custo. Sem falar em insumos como fraldas e medicação, além de alimentação, serviços como lavanderia, entre outros. A captação desestruturada pode não ser suficiente.

Porque faltam profissionais dedicados à captação

Muitas ILPIs não têm uma equipe comercial, de comunicação ou marketing para auxiliar na captação de recursos, afinal, é mais um custo para a Instituição.

Porque a qualificação para receber incentivos fiscais é baixa

A Lei da Chancela, por exemplo, ainda é pouco compreendida pelas instituições. O SINIBREF visando esclarecer o assunto cada vez mais, já realizou lives e disponibilizou diversos materiais sobre a Lei da Chancela. Sem falar que a equipe técnica do sindicato está sempre à disposição para as Instituições.

CONVITE:
Se a ILPI que você atua está com dificuldades financeiras ou de qualquer outra natureza? Fale com o SINIBREF, o sindicato patronal da categoria. Diversas Instituições têm o suporte do sindicato e conseguem superar as dificuldades por meio de uma assessoria jurídica especializada. Não hesite em contatar o seu sindicato.
Vamos andar juntos!
Central de Relacionamento📞(34) 3277-0400📩 financeiro@sinibref.org

4 formas de melhorar a captação de recursos

A partir de nossa experiência, selecionamos pelo menos cinco caminhos que podem driblar a falta de recursos e melhorar a sustentabilidade das ILPIs, são eles:

  1. Estruturar a captação como uma ação permanente

A captação de recursos não deve ser vista como uma ação emergencial, pelo contrário, deve ser estratégica, trabalhada constantemente.

2. Diversificar fontes

Como citado na pesquisa Funding options for long-term care services in Latin America, o modelo híbrido é considerado o ideal. Isso significa que os recursos devem vir de doações incentivadas e livres sim, mas a Instituição também deve buscar parcerias privadas, se capacitar e participar de editais, fundos públicos e estruturar eventos para tal fim.

3. Profissionalizar o comercial e a comunicação

Ter um comercial e uma comunicação integradas melhora a transparência, aumenta a confiança e atrai novos doadores.

4. Aproveitar incentivos fiscais

A Lei da Chancela trouxe segurança jurídica que faltava há anos, por isso ela deve ser bem aproveitada, foi uma luta ganha por nosso segmento, não desperdice a oportunidade.

A captação de recursos não é apenas sobrevivência e muito menos emergencial, captar recursos é sustentabilidade, planejamento e acima de tudo, é pensar no futuro. O SINIBREF segue ao lado das ILPIs e de todas as Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas.

Contabilidade em ILPIs: onde estão os erros e como corrigi-los

Contador(a),

Sabemos que as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) enfrentam um desafio contábil recorrente, que é a mensuração correta do custo por residente. Sem esse indicador, a gestão e a contabilidade fica “no escuro” para precificação de convênios, captação, prestação de contas e tomada de decisão.

Pesquisas mostram a dificuldade de separar custos diretos e indiretos e de adotar um método de rateio por leito/dia, o que distorce o custo assistencial e a análise de desempenho.

No cenário internacional, o relatório Health at a Glance (OCDE), em português, “Panorama da saúde” reforça que transparência de custos por usuário é condição para sustentabilidade do cuidado de longa duração. Sem isso, o financiamento tende a ficar sempre abaixo do necessário.

Onde costuma dar errado

Os principais erros acontecemm na estruturação dos custos e na ausência de dados que podem ser facilmente obtidos:

1. Na mistura de custos de naturezas diferentes, como por exemplo, unir os custos de enfermagem, cuidadores e medicamentos é correto, mas somá-los com custo de alimentação, limpeza e lavanderia, acaba dificultando o orçamento e o detalhamento de quanto cada serviço realmente custa. Por isso, o ideal é separar por categorias.

2. Nos rateios (ex.: energia, lavanderia, RH) sem base operacional (leito-dias, kg de roupa, horas trabalhadas). Para entender melhor, um salário é calculado conforme as horas trabalhadas, da mesma forma deve ser com os rateios, a conta de energia pode ser calculada conforme o número de leitos/idosos. A lavanderia, conforme a quantidade de quilos de roupas lavadas por mês. Para todos os custos deve-se ter uma base de cálculo.

3. Na ausência de métricas: ocupação média, custo por residente/dia, custo por grau de dependência, giro de estoques. Para realizar os itens 1 e 2 acima, é necessário que se tenha métricas.

4. Nos medicamentos/insumos lançados como “despesa geral”, inviabilizando rastreio por residente ou por ala. ILPIs que registram materiais como fraldas, medicação e outros de forma geral e não por residente/idoso, não se sabe os números que cada residente e ala consome de fato. Além de tornar inviável o cálculo individual, a Instituição não sabe quantificar os desperdícios e nem faz a prestação de contas corretamente.

Um estudo internacional com foco global chamado “Determinants of the functionality of cost accounting systems in social welfare organizations: Exploratory study using cluster analysis” (Ahmad & Khan, 2024) analisou 244 Instituições de Assistência Social de Longa Permanência. A pesquisa revelou que quase 60% das Instituições limitavam seu sistema de contabilidade de custos à simples comparação orçamentária ou à comparação com resultados passados. Esse dado mostra que a maioria das entidades ainda não utiliza métodos estruturados de custeio que permitam identificar o custo real por residente, por ala ou por tipo de serviço, o que compromete tanto a gestão quanto a transparência dos resultados.

Os pesquisadores concluíram que:

As organizações que têm um sistema funcional de custeio apresentam melhor desempenho, maior uso da contabilidade para a tomada de decisão e níveis mais altos de eficiência e sustentabilidade.

Esse achado tem implicações diretas para as ILPIs e demais Instituições Beneficentes. A alta proporção (aproximadamente 60%) de organizações que usam apenas comparações simples demonstra que muitas ILPIs estão sem mensuração adequada de custos, o que afeta o cálculo por residente, por leito ou por ala, e, consequentemente, a clareza nos relatórios contábeis exigidos por convênios e financiamentos.

O estudo destacou ainda que o alinhamento entre estratégia institucional e contabilidade de custos mostra que o contador não é apenas quem “fecha as contas”, mas quem atua como peça-chave para a sustentabilidade da Instituição, ajudando-a a se tornar mais eficiente, captar recursos, demonstrar valor e cumprir as exigências legais e de financiamento público.

Por onde começar

Você pode até achar que este trabalho interno não é responsabilidade da contabilidade, mas um bom contador pode orientar e direcionar a Instituição e realizar este trabalho em conjunto com a administração. Pra começar, a recomendação é:

1) Pare de misturar os custos

Separe as despesas por categorias, exemplos:

Assistência  ➡️ enfermagem, fisioterapia, terapia etc.

Alimentação ➡️ nutrição, cozinha, alimentos, gás, refeições.

Farmácia ➡️ insumos, fraldas, medicamentos, produtos de higiene etc.

Zeladoria ➡️ lavanderia, limpeza, manutenção, água, energia, internet, etc.

Administrativo ➡️ salários, contabilidade, comunicação, doações, eventos, captação de recursos.

2) Separe custos diretos x indiretos

Dentro das ILPIs é comum que os residentes sejam classificados por grau de dependência e cuidados. Neste cenário, o mais recomendável é que os custos de cada residente sejam separados, aí entram fraldas, medicações, horas assistenciais que determinados profissionais dedicam ao residente, entre outros.

3) Adote sistemas de contabilidade de custos adaptados ao segmento da beneficência e filantropia

O estudo enfatiza que o modelo empresarial tradicional não serve totalmente para as Instituições Beneficentes e Filantrópicas. É preciso customizar os centros de custos (assistência direta, alimentação, hotelaria, enfermagem etc, para evitar o que citamos no tópico “onde costuma dar errado”) conforme a natureza do serviço prestado.

4) Use dados gerenciais e não apenas fiscais

Contadores devem apoiar a análise de desempenho e sustentabilidade, não apenas o cumprimento de exigências legais. A recomendação é integrar contabilidade financeira + contabilidade de custos + indicadores de impacto social.

5). Participe de treinamentos e alinhamento com os gestores 

Um dos principais achados foi que a falta de diálogo entre a contabilidade e a gestão torna os sistemas ineficazes. Contadores devem participar ativamente das decisões sobre orçamentos, captação, uso de recursos e treinamentos oferecidos. O SINIBREF se orgulha em ver a participação constante de contadores em nossas lives.

6) Automatize e use de planilhas padronizadas

O estudo sugere implementar sistemas simples, mesmo que sejam planilhas, mas com padronização dos critérios de rateio e registro de despesas diretas e indiretas.

7) Transforme a contabilidade em instrumento de transparência e governança

O contador precisa atuar como consultor interno da Instituição, ajudando a demonstrar eficiência e credibilidade diante de órgãos públicos, doadores e parceiros.

O que o SINIBREF pode fazer por você

Como o próprio estudo mostrou, gerenciar financeiramente uma Instituição é um desafio. A rotina contábil é diferente de organizações privadas e vai além de contas e números, ela lida com incertezas, variáveis, doações, repasses e claro, a transparência de cada centavo que entra e sai. Ser contador de uma Instituição Beneficente, Religiosa ou Filantrópica exige responsabilidade social, estudos contínuos, tendo em vista que nosso segmento está sempre em pauta e principalmente, alinhamento com a gestão e os sindicatos.

É aí que entra o SINIBREF, somos o sindicato patronal das Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas e temos como dever estar lado a lado também dos contadores. Mais do que representar, nossa missão é atuar como parceiro estratégico. Por isso, a atuação nacional e reconhecida do SINIBREF oferece constantemente capacitações, lives educativas, debates, orientação jurídica, trabalhista  e espaço aberto para comunicação institucional visando o fortalecimento das Instituições e garantia de seus direitos.

O trabalho do contador é mais do que manter as contas em dia, é permitir a continuidade de um trabalho social que afeta milhões de pessoas em nosso país.

Contador, conte com o SINIBREF.

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