
06/11/2025
SINIBREF atua ao lado das Instituições de Longa Permanência, oferece orientação, suporte e convida as ILPIs a se apresentarem para obter apoio frente às dificuldades
O Brasil está envelhecendo e isso é uma boa notícia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) , a expectativa de vida no país ultrapassou os 76 anos, e o número de pessoas com mais de 60 anos deve dobrar até 2050, representando quase um terço da população brasileira. Esse novo cenário exige políticas públicas, atenção social e uma rede de instituições cada vez mais preparada para acolher, cuidar e garantir dignidade às pessoas idosas.
E quando falamos disso, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) cumprem seu papel. Elas acolhem pessoas que, por diferentes motivos, necessitam de assistência. No entanto, apesar de sua relevância, o segmento ainda enfrenta desafios estruturais, falta de reconhecimento e até preconceito.
Asilo x ILPI
O termo “Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI)” foi oficialmente adotado pela Resolução nº 283/2005 do Ministério da Saúde, que regulamenta o funcionamento dessas entidades.
Durante décadas, o termo “asilo” foi usado para se referir a locais de acolhimento de idosos. Com o tempo, o uso popular da palavra passou a carregar um estigma negativo. A mudança não é apenas linguística, ela representa uma transformação cultural. Hoje, usar o termo “ILPI” significa reconhecer que o cuidado com o idoso não é abandono, mas sim um ato de responsabilidade social e solidariedade.
A realidade das ILPIs no Brasil
De acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2022, mais de 160 mil pessoas vivem em uma ILPI. O relatório “Projeto Lares de Idosos: Dignidade e Solidariedade” da Defensoria Pública da União, aponta que no Brasil tem 6,2 mil ILPIs registradas. E na pesquisa da Universidade Federal do Paraná, as filantrópicas correspondem a 65,2%.
Os números revelam a importância de uma Instituição de Longa Permanência e como essas entidades cumprem sua função social, ainda que muitas enfrentam dificuldades financeiras e operacionais, principalmente as que dependem de doações ou parcerias com o poder público.
Sem falar da carência de políticas de financiamento, ausência de parâmetros nacionais e uma distribuição desigual das ILPIs entre regiões, o que limita o acesso ao acolhimento.
Denúncias: um alerta que exige ação

De janeiro a março de 2025, o Brasil registrou um aumento de 140% nas denúncias de violência contra idosos pelo Disque 100, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Os casos envolvem desde negligência e abandono até violência psicológica e financeira.
Esse dado acende um alerta para a rede de cuidado de que é fundamental que as ILPIs estejam capacitadas não apenas para acolher, mas também para prevenir, identificar e denunciar violações de direitos.
A saída para superar as dificuldades
Enfrentar problemas estruturais, trabalhistas e financeiros é comum entre muitas Instituições, principalmente entre as que se sustentam apenas por doações ou que andam sozinhas, sem apoio e sem direcionamento.
É exatamente neste cenário que entra o SINIBREF. Como sindicato patronal das Instituições Beneficentes e Filantrópicas, o SINIBREF se destaca no apoio às ILPIs ao oferecer orientação jurídica, trabalhista e administrativa, além de promover formações e materiais voltados à boa gestão e ao fortalecimento institucional.
Em nosso site, é possível encontrar diversos conteúdos voltados às instituições, incluindo campanhas educativas, notícias e orientações práticas. O sindicato tem ampla capacidade de auxiliar as Instituições que enfrentam problemas em sua gestão, mas para que o sindicato possa agir e oferecer o suporte necessário, ele precisa conhecer a realidade da entidade e suas dificuldades. Por isso, este é um convite para que a Instituição, seja uma ILPI ou não, entre em contato com o SINIBREF, apresente os desafios e conheça nossos serviços.
Falar sobre ILPI, é combater o preconceito, investir em capacitação e reconhecer o valor dessas Instituições tão fundamentais em nossa sociedade. Lembre-se que o fortalecimento da filantropia começa no diálogo e o primeiro passo é estarmos juntos.
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